![]() |
| http://pin.it/HlhQOQe |
Hoje, dia 5 de maio, completa uma semana desde a 89º edição do Oscar, esta que será marcada pelo maior erro na história da premiação, quando durante a entrega do prêmio principal, o de melhor filme, envelopes foram trocados, repetindo assim o evento ocorrido no concurso Miss Universo em 2015.
Após o equívoco, a internet se chocou com diversas reclamações e piadas referindo-se aos dois longas envolvidos: La La Land e Moonlight. Os mais céticos aproveitaram para divulgar suas críticas contra o trabalho do diretor Damien Chazelle, já outros não consideraram justa a vitória do segundo. Então resolvi trazer a tona um questionamento que vem sendo repassado a bastante tempo: o que nos faz gostar de um filme, ou nele se identificar? Por que apresentamos opiniões distintas sobre uma mesma obra?
![]() |
| http://pin.it/PjRSRPK |
Podemos dizer que existem dois caminhos para que um filme se torne especial, o primeiro é a conectividade que ele cria com seu público, ou seja, os artifícios escolhidos para atingir um maior número de pessoas. Um deles e talvez o mais celebre é o drama. Ao apresentar ao telespectador uma personagem que passa a sofrer no decorrer da narrativa, criamos um vinculo instantaneamente, procurando nos imaginar dentro daquela mesma situação. Alguns exemplos de filmes que criam conectividade são À Procura da Felicidade, acompanhando a vida de um pai solteiro que cria seu filho em abrigos após ser despejado; A Vida É Bela, que retrata a luta de um homem nos campos de concentração tentando proteger e esconder do seu filho a realidade que ambos estão vivendo e A Teoria de Tudo, história real de um dos maiores gênios da física moderna, Stephen Hawking, após ser diagnosticado com uma doença degenerativa, junto a força de sua esposa que abdica parte de sua vida cuidando do marido e tentando manter sua família.
![]() |
| http://pin.it/EyzIG_8 |
O segundo caminho, um pouco mais difícil de ser concretizado, é a representatividade. Esta é desempenhada quando o longa seleciona um público alvo para qual sua história fará mais sentido. Esta promove uma identificação ainda maior do que somente por meio de elementos emotivos, pois da voz a um grupo de pessoas ou acaba marcando a época de determinados indivíduos. Por exemplo, quem durante a infância não assistiu a uma história que continua presente consigo nos dias de hoje? Ou quem nunca sentiu um impulso inspirado em algum filme? A representatividade, por tanto, pode ocorrer de várias formas, quando planejada é difícil de ser realizada, mas muitas vezes ela simplesmente atinge sem ter previsto isso. Alguns exemplos são De Volta Para o Futuro, que tornou-se um clássico para os jovens dos anos 80 por representar elementos de seus cotidianos; o recente Estrelas Além do Tempo, mostrando o dia-a-dia de três mulheres negras trabalhando na NASA na época da segregação racial e Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, filme brasileiro que apresenta a descoberta da sexualidade de um adolescente cego após se apaixonar por um menino novo em sua escola.
![]() |
| http://pin.it/QT8VNaZ |
A conectividade e a representatividade possibilitam o surgimento de distintas opiniões, pois como já se dizia: "o que é bom para mim, pode não ser bom pra você". Moonlight e La La Land estão sujeitos a agradar diferentes tipos de pessoas, o primeiro utiliza-se da representatividade de um grupo que dificilmente tem voz nos veículos comuns e mostra uma realidade oculta, já o segundo gera uma conectividade com os apreciadores dos clássicos musicais de Hollywood e aos sonhadores. Por tanto ambas as obras são válidas e merecem ser consideradas por mais que possam causar diferentes questionamentos. Hoje então eu lhe peço: abra seus olhos, pois os dois filmes citados estão sujeitos a atingir e encantar qualquer um que possua a mente aberta a novidades.




Nenhum comentário:
Postar um comentário