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Na última quarta-feira, 01/06, fui assistir a pré-estreia do primeiro longa metragem da Mulher-maravilha da história do cinema. Com certa expectativa, acabei sendo surpreendida pelas escolhas da diretora Patty Jenkins em interpretar a heroína de forma diferenciada aos outros filmes recentes lançados pela DC Comics. Sob uma perspectiva inovadora, mas ao mesmo tempo respeitosa aos elementos presentes nos quadrinhos, o filme indica uma possível recuperação após o desastroso Esquadrão Suicida, passando a frente da Marvel após ser a primeira editora/produtora a representar uma mulher como protagonista, dentro do Universo dos heróis, é claro.
O enredo começa apresentando um contexto atual, quando Diana Prince (Gal Gadot) se depara com uma fotografia de seu passado que acarreta em um flashback, trazendo-nos a infância da heroína na Ilha Temyscira e, a partir disso, observamos crescimento da personagem sendo treinada por sua tia, Antiope (Robin Wright). Sem muita enrolação, o primeiro ponto de virada não demora a acontecer, sendo este a chegada de Steve Trevor (Chris Pine), soldado americano resgatado por Diana. Sendo assim, o evento provoca espanto e gera consequências na vida das Amazonas que viviam a milênios se preparando para uma possível Guerra que comprometesse suas vidas e a humanidade.
Com isso, se ainda houveram dúvidas quanto a escolha da atriz israelense para o papel, após assistir o longa, ouso dizer que Gal supera até mesmo Lynda Carter, que protagonizou a série televisiva na década de 70. Outros elementos de destaque são as cenas de ação, que possuem características únicas, tornando os trechos tanto quanto memoráveis, graças ao recurso da câmera lenta que se encaixa perfeitamente com a estrutura do filme. Já a personagem de Chris Pine também merece elogios, que apesar de não roubar o destaque da Amazona como figura principal da trama, constrói diálogos humorísticos e torna a relação amorosa entre os dois de extrema sinceridade e sutileza. Porém nem tudo é perfeito, uma das grandes falhas está no roteiro, que apresenta alguns pequenos furos e cenas que provocam incoerência, como a viagem de barco da ilha em direção a Londres, que dura miseras horas.
Mesmo assim, a execução em geral é ótima e provoca no espectador reflexões importantes, principalmente relacionados ao papel da mulher na sociedade, duramente criticado com a presença de um humor ácido. Outras personagens secundárias, como a Dra. Veneno, geram certa semelhança com os quadrinhos e tornam a história mais coesa. Tendo em vista tudo isso, Mulher-maravilha surge no ano de 2017 para mostrar a sociedade atual que algumas coisas ainda tem muito a melhorar e que apesar de não deixar ganchos, aguardo com muita esperança uma possível continuação.

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